Im-permanências

[série de videoinstalações]

Concepção e desenvolvimento, Alessandra Bochio e Felipe Merker Castellani - Orientação conceitual, Christine Greiner e Silvio Ferraz - Colaboração artística, Felipe Neves e Lucas Lespier

Im-permanências consiste em uma série de vídeo instalações idealizadas e desenvolvidas por Alessandra Bochio e Felipe Merker Castellani em colaboração com outros artistas. As instalações que compõem a série se configuram como ambientes imersivos nos quais corpo, imagem e som se inter-relacionam de diferentes formas. Os trabalhos são compostos por bancos de imagens e de sons que são combinados dinamicamente por meio de um programa computacional. As imagens são projetadas no chão dos espaços sobre camadas de pedras de jardim, organizadas de diferentes formas. Ao deslocar-se pelo ambiente, os corpos dos participantes fazem parte das imagens, se posicionando dentro delas. Tais ações também possuem uma resultante sonora, a qual dialoga com os fragmentos e texturas musicais difundidas nos ambientes. Além disso, traços do processo de elaboração são apresentados na forma de imagens still do material videográfico, impressas e expostas como fotografias no espaço expositivo.

 

O ponto central de Im-permanências é a busca por uma outra temporalidade, diferente desta na qual estamos imersos nos dias atuais e que nos compele a reagir, trabalhar e produzir incessantemente. Esse outro tempo, ou melhor, essa tentativa de construir uma espécie de rallentando, busca sobretudo apontar para um outro espaço possível, um espaço de resistência a aceleração perceptiva que afeta nossos corpos cotidianamente.

 

Atualmente fazem parte da série as vídeo instalações: Modulações, contemplada pelo Concurso Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (CCSP) 2016 e Convergências, desenvolvida durante a residência dos artistas no LabMIS. Ambas as obras contaram com a colaboração artística de Felipe Neves e Lucas Lespier e orientação conceitual de Christine Greiner e Silvio Ferraz.

* Textos de Christine Greiner e Silvio Ferraz resultantes da orientação conceitual de Im-permanências.

Modulações

[videoinstalação]

 
 

Modulações

[performance]


Além de uma videoinstalação, Modulações também se propôs enquanto um local de encontro entre diferentes práticas artísticas experimentais; artistas de diferentes áreas foram convidados a se apropriarem do espaço instalativo revelando outras possibilidades de configuração dos meios de expressão artística ali apresentados:
 

A performer e bailarina Leticia Sekito revelou uma série de modulações e acoplamentos possíveis ao corpo neste ambiente imersivo: corpo-dança, corpo-pedra, corpo-vídeo, corpo-fotografia, corpo-sonoridade, corpo-arquitetura e corpo-público.

 

A partir das proposições The Witness e de The Heart Chant, ambas da compositora e improvisadora norte-americana Pauline Oliveiros, foi criado um percurso de escutas múltiplas pelos(as) artistas Alessandra Bochio, Alexandre Marino, Bruno Hiss, Deco Nascimento, Felipe Merker Castellani, Manuel Pessôa, Ricardo Garcia e Vitor Kisil.

 

Na intervenção, Outro, Talita Florêncio e Thiago Salas propuseram novos sentidos e conexões para os elementos presentes em Modulações.

 

Os artistas Alessandra Bochio, Felipe Merker Castellani, Letícia Sekito, Manuel Pessoa e Rogério Costa apresentaram diferentes configurações possíveis para o ambiente instalativo geradas por meio de estratégias improvisatórias de criação em tempo real.

 

Os artistas e pesquisadores Branca de Oliveira e Marcus Bastos realizaram uma conversa aberta na qual apresentaram suas reflexões críticas acerca das práticas audiovisuais atuais

 

Convergências

[videoinstalação]

 

Duplos

[performance]

Organização, Thiago Salas e Talita Florêncio - Dança, Érica Tessarolo - Música, Felipe Merker Castellani

DUPLOS é uma plataforma que atua na viabilização de ações práticas e na pesquisa das possibilidades interacionais entre música e dança tendo como foco das relações, a prática improvisatória. Concebida pelos artistas Talita Florêncio e Thiago Salas em 2015, esta plataforma articulou encontros, viabilizando performances e reflexões acerca dos modos de relação entre dança e música em ambientes de criação compartilhada. A poética relacionada à estes encontros parte da disposição dos artistas em construir um fluxo de energia em planos provisórios, numa gramática que se apresenta e desfaz entre-linguagens, desenvolvendo-se a partir dos estímulos e acordos estabelecidos durante cada instante, evidenciando o imprevisto, o indeterminado e o acaso enquanto recursos de uma criação artística conjugada entre o corpo e o som.

 

Tempo transversal – flauta expandida de Cassia Carrascoza

[performance audiovisual]

Flauta e direção artística, Cassia Carrascoza - Live electronics e direção cênica, Felipe Merker Castellani - Iluminação cênica, Laura Salerno - Cenografia, Marcus Garcia

Tempo transversal - Flauta expandida é um CD interpretado por Cassia Carrascoza com repertório composto por obras para flauta solista de compositores brasileiros contemporâneos, as quais em sua maioria são obras eletroacústicas mistas e inéditas, compostas especialmente para o projeto pelos compositores Mikhail Malt, Silvio Ferraz, Alexandre Lunsqui, Sérgio Kafejian e Rodolfo Coelho de Souza. Além de outras obras, de Igor Lintz Maués e de Alexandre Lunsqui. Tempo transversal - Flauta expandida o CD é uma produção do selo SESC, com direção artística da própria Cassia Carrascoza.

 

A proposta cenográfica desenvolvida por Felipe Merker Castellani para Tempo transversal - Flauta expandida tem como ponto central a busca por um elemento catalisador que simultaneamente reúne e amplia as relações entre as ações da flautista, os sons (instrumentais e eletrônicos) e o espaço físico no qual se desenvolve a performance. O dispositivo cênico desenvolvido para tanto, consiste em uma série de retângulos/paralelepípedos dispostos de foram irregular sobre a cena e recobertos por diferentes tecidos translúcidos: voil, tule etc. Sobre os retângulos serão projetadas imagens capturadas e processadas em tempo-real de detalhes das ações da flautista, assim espacializando e fragmentando sua presença corpórea durante a execução do repertório proposto.

 

Fluxos em Preto&Branco #17

[performance]

Performance e concepção, Leticia Sekito - Cenografia e orientação visual, Suiá Burger Ferlauto - Criação sonora, Felipe Merker Castellani - Iluminação, Ligia Chaim - Figurino, Joana Porto - Fotografia, Inês Corrêa - Registro audiovisual, Plínio Higuti - Produção, Maíra Silvestre

 

O projeto Fluxos em Preto&Branco é uma iniciativa de Letícia Sekito|Companhia Flutuante que desde 2012, reúne artistas improvisadores atuantes em diferentes linguagens, sobretudo das artes visuais e da música para trabalhar em colaboração na construção de experimentos performáticos únicos no viés da relação entre a ação corporal, a dança e o desenho, através da linguagem da improvisação.

 

Dando continuidade ao projeto em 2017, Fluxos em Preto&Branco tem sido realizado em versão solo, utilizando-se dos elementos de carvão ou nanquim em papel branco.  Para o SESC Ipiranga propomos a performance Fluxos em Preto&Branco - Experimento #17, a ser realizada durante três dias consecutivos, com performance de Leticia Sekito, acompanhada do músico Felipe Merker Castellani, da iluminadora Ligia Chaim, com a orientação visual de Suiá Burger Ferlauto e produção de Maíra Silvestre. Os materiais de desenho utilizados serão o carvão vegetal e o papel branco, e a performance vai ser guiada pelas ideias de acumulação e imprevisibilidade.